'Prontos para responder': líder da União Europeia e China falam em retaliar tarifaço de Trump; veja reações
Ursula von der Leyen afirmou que o bloco prepara mais pacotes de medidas para proteger seus interesses. Países da Ásia e Europa se manifestaram. A China e a ...

Ursula von der Leyen afirmou que o bloco prepara mais pacotes de medidas para proteger seus interesses. Países da Ásia e Europa se manifestaram. A China e a União Europeia prometeram criar taxas em retaliação às tarifas anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta quarta-feira (2). 💰O Ministério do Comércio chinês pediu para que a cobrança das taxas seja cancelada imediatamente. Para o órgão, a medida desconsiderou as negociações comerciais multilaterais ao longo dos anos. E disse que adotará "contramedidas para preservar seus direitos e interesses". 💰 Segundo a chefe do Executivo da União Europeia, Ursula von der Leyen, o bloco está "pronto para responder" às tarifas recíprocas. Ela também afirmou que a UE pretende negociar e que ações de retaliação serão tomadas somente caso as tratativas falhem. Veja a lista completa de taxas cobradas pelos EUA por país ✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp De acordo com Trump, as tarifas recíprocas serão metade das alíquotas cobradas por outros países. Além disso, os EUA vão impor uma alíquota mínima de 10% aos seus parceiros comerciais, incluindo o Brasil. Desde o anúncio na tarde desta quarta, líderes mundiais têm exposto suas reações. Alguns países mostraram cautela e vontade de negociar. Veja a repercussão: China A China pediu aos EUA que cancelem as tarifas imediatamente e afirmou que pretende tomar contramedidas para proteger seus próprios interesses. A tarifa sobre produtos chineses anunciada pelo governo americano é de 34%. Segundo o Ministério do Comércio chinês, a medida dos EUA desconsidera o equilíbrio de interesses alcançado em negociações comerciais multilaterais ao longo dos anos e "colocam em perigo o desenvolvimento econômico mundial". Um porta-voz criticou "o protecionismo e o assédio" dos Estados Unidos e pediu uma solução das divergências econômicas e comerciais "por meio de consultas justas, respeitosas e recíprocas". União Europeia A UE informou que a expectativa do anúncio já havia provocado reações antes mesmo do discurso de Trump na Casa Branca. Ursula von der Leyen afirmou que as tarifas constituem um "duro golpe à economia mundial". Os EUA anunciaram uma tarifa de 20% sobre produtos europeus. Na terça, von der Leyen disse que a União Europeia tem um "plano forte" para retaliar as tarifas impostas por Washington. "Não queremos necessariamente retaliar. Mas se for necessário, temos um plano forte para retaliar e o usaremos", afirmou, num discurso ao Parlamento Europeu em Estrasburgo. "Nosso objetivo é uma solução negociada. Mas é claro que, se necessário, protegeremos nossos interesses, nosso povo e nossas empresas." Reino Unido O secretário de Comércio do Reino Unido, Jonathan Reynolds, disse que o país não vai repensar suas regras fiscais por causa dos Estados Unidos. O representante também afirmou que os EUA permanecem com o status de "amigos" mesmo após as taxas. "Os EUA são nossos aliados mais próximos, então nossa resposta é manter a calma e o comprometimento em fazer um acordo, que esperamos que mitigue o impacto do que foi anunciado hoje", disse Reynolds. Alemanha O ministro das Finanças da Alemanha, Joerg Kukies, afirmou que a União Europeia precisa reagir de forma contundente às tarifas dos Estados Unidos, mas que o bloco comercial permanece aberto a buscar um acordo. "Seria ingênuo pensar que, se apenas ficarmos parados e deixarmos isso acontecer, as coisas irão melhorar, então espero uma resposta forte da União Europeia", disse Kukies. O chefe de Governo, Olaf Scholz, considerou que as decisões de Trump são "fundamentalmente erradas". França O presidente da França, Emmanuel Macron, disse que se reunirá com os setores afetados pelas tarifas nesta quinta-feira (3). O primeiro-ministro francês, François Bayrou, afirmou que as medidas de Trump são "uma catástrofe" tanto para a Europa como para os Estados Unidos. Espanha O ministro da Economia espanhola, Carlos Cuerpo, afirmou que o país considera as tarifas "injustas" e "sem justificativa". Itália A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, prometeu "fazer tudo o que pudermos para trabalhar em prol de um acordo com os Estados Unidos, com o objetivo de evitar uma guerra comercial que inevitavelmente enfraqueceria o Ocidente em favor de outros atores globais." "De qualquer forma, como sempre, agiremos pelo interesse da Itália e de sua economia, também nos envolvendo com outros parceiros europeus", acrescentou. Taiwan O gabinete de Taiwan classificou as tarifas recíprocas como "muito irracionais" e afirmou que irá tratar do assunto com o país. O órgão afirmou que a taxa de tarifa proposta não reflete a real situação do comércio entre Taiwan e os Estados Unidos. Coreia do Sul O Ministério da Indústria da Coreia do Sul informou que Seul buscará consultas com autoridades norte-americanas, tanto em nível sênior quanto operacional, sobre as tarifas. O órgão disse ainda que pretende analisar seu impacto específico nas indústrias e preparar medidas emergenciais de apoio o mais rápido possível. Noruega O primeiro-ministro do país afirmou que tem a pretensão de negociar com os EUA se tiver a oportunidade. Suíça A associação empresarial Economiesuisse afirmou que as tarifas dos Estados Unidos sobre as importações suíças são prejudiciais e injustificadas. Austrália Anthony Albanese, premiê da Austrália, outro aliado próximo dos EUA, disse que a decisão de Trump não é "o ato de um amigo", mas disse que seu país não vai adotar tarifas recíprocas em resposta. "É o povo americano que pagará o maior preço por essas tarifas injustificadas. É por isso que nosso governo não buscará impor tarifas recíprocas. Não entraremos em uma corrida para o fundo do poço que leva a preços mais altos e crescimento mais lento." Irlanda "A União Europeia e a Irlanda estão prontas para encontrar uma solução negociada com os EUA. Negociação e diálogo são sempre o melhor caminho a seguir", declarou o ministro do Comércio, Simon Harris. Suécia "Não queremos barreiras comerciais crescentes. Não queremos uma guerra comercial", disse o primeiro-ministro, Ulf Kristersson. "Queremos encontrar nossa rota de volta para um caminho de comércio e cooperação junto com os EUA, para que as pessoas em nossos países possam desfrutar de uma vida melhor." Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia Reuters/Mariana Greif Guga Chacra: Brasil não está entre os principais alvos do 'tarifaço' de Trump